Análise: Gran Turismo 5

Minha experiência com Gran Turismo 5 se resume a momentos de diversão e também de frustração, é um ótimo jogo, mas comparado com alguns outros ele deixa a desejar em alguns elementos, mas no PS3, continua sendo o rei, principalmente pelo seu modo online competente e divertido, mas vamos à minha singela análise.

Após jogar jogos realmente bons como Grid (melhor jogo de corrida que já joguei), Dirt, ou F1 2010 e 2011 (todos da Codemasters), ver todo aquele realismo e física sensacionais, jogar GT5 é estranho no começo.

O jogo não é necessariamente ruim, eu diria que ele é o Duke Nukem Forever das pistas, um jogo que levou 6 anos para ser produzido, teve um “beta” que durou quase 2 anos e ainda tem falhas gravíssimas, características que fazem com que ele seja um pouco atrasado com outros jogos do gênero como Grid, Dirt ou Forza.

Em Grid por exemplo, se você estiver há 200 por hora e dar de frente num muro, já era, é PT, o carro se arrebenta todo e é game over pra você, e no GT5? O que acontece? Nada, no máximo vai amaçar um pouco o para-choque e o carro vai ficar parado, chega a ser ridículo, 5 jogos se passaram, 3 gerações de consoles e ainda fazemos curvas batendo nos carros ao lado sem prejuízo nenhum e saímos a toda velocidade como se não houvesse amanhã (adoro esse termo!).

O sistema de danos até existe, mas não em todos os modos, no modo carreira o máximo que vemos é o dano visual, mas se jogarmos online ou no modo arcade, o dano mecânico pode atrapalhar a corrida, mas para isso, é preciso jogar o modo carreira e subir de nível até que esta opção seja gradativamente liberada, chegando ao nível 40 o dano além de bem visível atrapalha bastante a corrida, mas ainda assim não chega perto do que vemos no Grid.

Tirando essa falha lamentável, o jogo não é de todo ruim, quando a corrida tá rolando, se você deixar de lado esse detalhe dos danos, o jogo é até legal e desafiador, mas o stress vem mesmo fora das pistas, menus lentos e sem sentido, mal projetados, loadings eternos.

Em GT4 havia uma espécie de mapa onde podíamos ver as pistas e eventos e acessá-los, em GT5 há um menu com as opções todas jogadas em quadrados, retângulos, sei lá, daí você seleciona e vai pra outro menu, o que temos? LOADING, e não é dos mais curtos para um jogo que leva 45 minutos para ser instalado no HD! Quando entramos no menu de eventos vemos 5 categorias de amador a profissional com 9 eventos cada, beleza, essa parte está bem organizada, outro problema é quando selecionamos uma corrida, temos um loading para outro loading, uma vez que quando a barra de carregamento enche, ainda leva alguns segundos para dar sequência, por ser um jogo da “dona da casa” ao meu ponto de vista, isso é inaceitável.

No menu principal, ainda há acesso para outros tipos de eventos, desafios, alguns um pouco estranhos com uma corrida de Kombis onde não se pode nem sair da pista nem encostar nos adversários. Mas algo legal é o suporte da produtora que lança eventos sazonais com frequência, nada que fuja dos demais, variando entre desafios de tempos em pistas diversificadas e campeonatos que alternam as categorias de potência dos carros.

Fora isso a campanha principal, possui diversas categorias de corridas para testar a habilidade do piloto, algumas delas será uma bela prova de paciência, como as provas de resistência, uma delas que dura 24h, a boa notícia é que é possível salvar o progresso das corridas no Pit Stop, a má notícia é que você fica preso nesse evento até termina-lo, não podendo ir para o menu ou correr online.

Por fim, a trilha sonora, mantêm o estilo dos outros jogos da série, com músicas calmas estilo “elevador” nos menus e alguns hits durante as corridas, nenhuma inovação aqui, apenas mais do mesmo, é possível usar músicas personalizadas através de um pendrive plugado na USB do PS3, uma solução interessante que poucos jogos oferecem.

Enfim, saíram alguns updates que tornaram o jogo um pouco mais aceitável, mas do jeito que está, nada mais é do que um update do GT4, ao meu ver não demonstrou nenhuma grande evolução significativa, apenas o que se esperava de uma versão para um console mais potente. Rolam boatos que o desenvolvimento de GT6 já está rolando, esperamos que seja uma evolução maior dessa vez.

[UPDATE] Eu reconheço que peguei um pouco pesado na análise, mas após jogar por dois anos e adquirir o volante oficial, minha opinião mudou um pouco, e devido aos comentários negativos, revisei a análise atualizando com minha opinião atual, algumas coisas continuo achando um pouco estranho, mas admito que é um excelente jogo de corrida.

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